Instituição emitiu nota oficial repudiando qualquer prática de agiotagem ou ameaça; assessor de 25 anos, lotado na Diretoria de Segurança, foi alvo de busca e apreensão da DEIC nesta sexta-feira (20)._
Palmas, TO – 20 de fevereiro de 2026 – A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, nesta sexta-feira (20), mandado de busca e apreensão contra um servidor da Câmara Municipal de Palmas investigado por extorsão e prática de agiotagem. Layson Victor Silva Soares, de 25 anos, é suspeito de ter cobrado juros abusivos e ameaçado uma vítima que contraiu empréstimo com ele.
Câmara repudia veementemente o caso
Diante dos fatos, a Câmara Municipal de Palmas veio a público com nota oficial para deixar clara sua posição institucional.
Nota Oficial da Câmara Municipal de Palmas
“A Câmara Municipal de Palmas vem a público esclarecer sobre uma operação de busca e apreensão da Polícia Civil do Tocantins realizada nesta sexta-feira, 20, envolvendo um servidor da Casa, lotado na Diretoria de Segurança, que a Instituição não compactua com este tipo de conduta citada na investigação e aguarda o andamento do processo para tomar as medidas cabíveis.”
A nota reforça o compromisso da Casa Legislativa com a ética, a transparência e o respeito às leis, demonstrando que qualquer desvio de conduta por parte de servidores será tratado com rigor.
Empréstimo de R$ 6 mil virou dívida de R$ 12 mil com ameaças
De acordo com o inquérito da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), as investigações começaram após denúncia de uma vítima que, em 26 de maio de 2025, pegou R$ 6 mil emprestados com o servidor. O valor repassado foi de R$ 5.250, e a dívida foi inflada para R$ 12 mil em apenas um mês, com juros superiores a 100%.
Mesmo após pagar R$ 7.400 — quantia maior que o recebido —, a vítima continuou recebendo cobranças agressivas, ameaças de “cobradores”, fotos da própria residência e prazo final até 31 de dezembro de 2025.
Conversas e comprovantes de depósito sustentam as acusações
Medidas cautelares e continuidade das investigações. Além da busca e apreensão, a Justiça determinou medidas restritivas ao investigado, incluindo proibição de contato com a vítima. O delegado Wanderson Queiroz, da DEIC, destacou a gravidade das provas coletadas.
Até o fechamento desta matéria, o servidor permanece afastado de qualquer atividade que envolva contato com o público, enquanto a Câmara aguarda o desfecho do processo para aplicar as sanções administrativas cabíveis.
A redação do portal Étocantins continua acompanhando o caso e trará novos desdobramentos assim que houver atualização oficial.











