A campanha sob o slogan que une o nome de Eduardo Gomes à chapa da professora Dorinha Seabra ao governo do Estado propõe uma leitura simples ao eleitor tocantinense:

PALMAS, (TO) – Diferentemente de 2018, quando se apresentava como projeto, Eduardo Gomes hoje pede a reeleição com números concretos sobre a mesa: mais de R$ 2 bilhões destinados ao Tocantins ao longo dos últimos oito anos, com marcas reconhecíveis pela população, como o Hospital de Amor, a Universidade da Maturidade e a Universidade do Norte do Tocantins. São entregas que atravessam áreas sensíveis — saúde, educação e assistência social — e que, segundo o próprio parlamentar, alcançaram desde as maiores cidades até os municípios menores do Estado, sem distinção de sigla partidária na destinação de recursos.

Essa capilaridade se reflete também na pesquisa Paraná Pesquisas, divulgada em julho, que colocou Eduardo Gomes na liderança da disputa pelas duas vagas tocantinenses no Senado, com cerca de 31% das intenções de voto nos cenários testados — à frente de nomes como Alexandre Guimarães (MDB), Carlos Gaguim (União Brasil) e Irajá (PSD). Igualmente relevante é o índice de rejeição: apenas 8,5%, o menor entre os pré-candidatos ao Senado no levantamento, um indicador que costuma pesar tanto quanto a intenção de voto na hora de sustentar uma candidatura até outubro.

Articulação como capital político

Para além dos números de pesquisa, a força de Eduardo Gomes se manifesta na capacidade de agregação. A convenção que oficializou sua candidatura, no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas, reuniu uma coligação de sete partidos — União Brasil, Republicanos, PL, Progressistas, Podemos, Solidariedade e PRD —, além de dezenas de prefeitos e a quase totalidade dos vereadores da Capital. É uma rede construída ao longo de dois mandatos como vereador, da presidência da Câmara Municipal de Palmas e, mais recentemente, da primeira vice-presidência do Senado Federal, posição inédita para um tocantinense.

Essa articulação não é acessória: em um Estado de 139 municípios, onde a política ainda se faz no diálogo direto com prefeitos e lideranças locais, a capacidade de somar apoios sem depender de um único grupo regional é um ativo eleitoral difícil de replicar em poucos meses de campanha.

O que está em jogo em outubro

A campanha sob o slogan que une o nome de Eduardo Gomes à chapa da professora Dorinha Seabra ao governo do Estado propõe uma leitura simples ao eleitor tocantinense: continuidade de um projeto com resultados verificáveis, ou a aposta em nomes que ainda precisam demonstrar capacidade de entrega na mesma escala. Trabalho, experiência e compromisso — os termos que a própria campanha escolheu para se apresentar — não são apenas palavras de efeito quando confrontados com o mandato que os antecede.

Resta ao eleitorado, como sempre, o julgamento final nas urnas. Mas é justo reconhecer que poucos nomes chegam a 2026 com um lastro tão amplo de entregas e alianças quanto o candidato ao número 222.

Perques Leonel